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Tratamento Mieloma Múltiplo

Tratamento Mieloma Múltiplo

O que é | Diagnóstico
 

 

Informações gerais

Todos os pacientes com mieloma múltiplo sintomático devem ser tratados. O tratamento escolhido pela equipe médica pode variar dependendo do protocolo de tratamento adotado e de determinadas características apresentadas pelo paciente.

Quimioterapia e outras drogas:

No MM, o TCTH autólogo está indicado para pacientes com até 65 anos de idade e sem doenças graves concomitantes que comprometam órgãos vitais, como coração e pulmões.

Os pacientes candidatos ao TCTH autólogo têm uma programação sequencial em fases de tratamento denominadas:

1) Fase de indução: o objetivo é tratar o mieloma, promovendo a melhora dos sintomas e reduzindo a carga de doença para facilitar a coleta de células para o TCTH. Os esquemas de tratamento de indução mais comumente utilizados são: pulsos de dexametasona ou a combinação desta com outras medicações como no esquema VAD (vincristina, adriamicina, dexametasona) ou na associação com talidomida (Tal +Dex).

2) Fase de consolidação: é o transplante propriamente dito, e a quimioterapia utilizada é o melfalano endovenoso em dose alta.

3) Fase de manutenção: os objetivos são tentar eliminar a doença residual e manter a doença estável. O medicamento mais utilizado nesta fase é a talidomida, podendo ser usada isoladamente ou em associação com dexametasona. Também nesta fase, alguns centros realizam um segundo TCTH (duplo transplante sequencial), combinações de quimioterapia ou alfa-interferon.

Os pacientes não candidatos ao TCTH autólogo têm uma programação de tratamento diferente, que envolve o uso de uma combinação de quimioterápicos por via oral ou endovenosa.

Um esquema de quimioterapia oral combinando melfalano e prednisona (MP) é considerado o padrão em pacientes idosos. O MP com a talidomida ou outras combinações semelhantes, como a ciclofosfamida, dexametasona e talidomida podem ser indicadas dependendo do protocolo.

Recentemente, foi disponibilizado no mercado brasileiro o bortezomibe (Velcade®), tendo sua indicação aprovada para pacientes que não responderam a pelo menos duas linhas de tratamento prévias. Este novo medicamento pode ser usado isoladamente ou em combinação (bortezomibe + dexa), demonstrando bons resultados e constituindo uma nova esperança para o tratamento do MM.

Bifosfonatos e outras drogas: os bifosfonatos (clordronato, pamidronato, zoledronato) são medicamentos indicados para todos os pacientes com envolvimento ósseo, que comprovadamente reduzem a chance de fraturas espontâneas e promovem alívio sintomático. São utilizados mensalmente, mesmo após o transplante. Devem ser usados com cautela em portadores de insuficiência renal. Outra recomendação é evitar procedimentos odontológicos que necessitem de cicatrização (cirurgias, extrações, implantes). Caso estes sejam necessários, deve-se conversar com o médico e considerar a suspensão temporária deste remédio.

A eritropoetina, em geral, é indicada para pacientes com baixos níveis de hemoglobina associados a sintomas como fraqueza e cansaço.

Cirurgia: é pouco utilizada para tratar o mieloma múltiplo, mas a cirurgia de emergência pode ser necessária quando a medula espinhal é comprimida. A cirurgia para  colocação de hastes de metal ou placas podem ajudar a apoiar o peso dos ossos na espinha ou pernas, prevenindo fraturas.

Radioterapia: pode ser usada para tratamento de áreas de osso danificado que estão causando dor. É também o tratamento mais comum para plasmocitoma solitário. O mieloma pode enfraquecer os ossos da coluna espinal, causando o desabamento da coluna  e pressão de nervos espinhais. Isto pode causar dormência súbita ou formigamento, fraqueza dos músculos da perna ou problemas inesperados, como urinar ou defecar. Isto é uma emergência médica que deve ser tratada imediatamente. O tratamento pode envolver radioterapia e/ ou cirurgia.

Dicionário

Plasmaférese (aférese): quando há acúmulo de proteínas do mieloma no sangue, dificultando a circulação, a aférese deve ser indicada para retirar a quantidade de proteínas anormais liberadas pelas células do mieloma. Embora este tratamento possa aliviar os sintomas, não destrói as células do mieloma. Por essa razão, a plasmaferese é muitas vezes seguida de quimioterapia ou algum outro tipo de tratamento com medicamentos para destruir as células doentes.

Transplante de Células Tronco Hematopoéticas (TCTH): os pacientes submetidos ao TCTH autólogo poderão permanecer em remissão por longos períodos de tempo, mas este procedimento não cura a doença. (colocar um link para o manual de transplante)

O TCTH alogênico não é usado ​​em pacientes com mieloma. Há duas razões para isso: primeiro, o paciente deve ser bastante jovem e saudável para suportar os efeitos colaterais do transplante - a maioria dos pacientes com mieloma são idosos. Em segundo lugar, a compatibilidade do doador deve coincidir com a o do paciente.

As indicações, forma de realização do procedimento e efeitos colaterais estão descritos no manual sobre transplante. 

Recidiva após realização do transplante

Sabe-se que o TCTH, apesar de sua eficácia, não é um procedimento curativo do mieloma múltiplo. Embora possam ocorrer diversas formas de recidiva, a mais comum é quando surge apenas a elevação ou reaparecimento da proteína M no sangue e/ou urina, sem sintomas associados. Nestes casos, a melhor opção é o acompanhamento ambulatorial sem necessidade de tratamento.

Outra forma de apresentação é o reaparecimento da proteína M acompanhado de sintomas como dores ósseas, plasmocitomas, aumento do cálcio, anemia e/ou insuficiência renal. Quando ocorre uma recidiva sintomática é necessário reinstituir o tratamento. Diversas opções de tratamento podem ser aplicadas nesta fase. Entre elas, merece destaque a possibilidade de se repetir o mesmo tratamento inicial, incluindo um segundo TCTH. Pode ser utilizada também outra combinação de tratamento.  

Efeitos Colaterais do tratamento

O termo EFEITOS COLATERAIS é usado para descrever como o tratamento afeta o dia-a-dia do paciente. Esses efeitos adversos não ocorrem para todos e variam de acordo com o tipo da quimioterapia, da radioterapia e do local onde o paciente foi irradiado.

Alopécia: perda temporária de cabelo. Algumas medicações quimioterápicas podem causar queda de cabelo, porque bloqueiam o crescimento celular no folículo piloso que é responsável pela substituição dos fios. O cabelo volta a crescer após o tratamento.

Lesão na boca: podem surgir feridas inflamatórias na boca (as famosas aftas bucais) e o paciente pode apresentar uma sensação de queimação ou dor na boca e na garganta. Esta é uma condição denominada estomatite. Com algumas medicações quimioterápicas, a quantidade de saliva na boca diminui no início do tratamento, aumentando posteriormente.

Náusea e vômito: o surgimento de náuseas e vômitos depende da dosagem e da medicação utilizada, variando de paciente para paciente. Para aqueles que apresentam esses efeitos colaterais, existe uma série de medicações antináusea, também conhecidas como substâncias antieméticas, que podem ser prescritas pelo médico para preveni-los ou minimizá-los.

Efeitos na formação das células sanguíneas: como as células na medula óssea se dividem e se multiplicam rapidamente, ela sofre o efeito de muitas medicações quimioterápicas e a hematopoese fica diminuída por certo período após o tratamento. Por essa razão, indivíduos em quimioterapia podem apresentar baixas contagens de células sanguíneas com os seguintes efeitos: maior possibilidade de infecção, devido a diminuição na produção de glóbulos brancos; hematomas ou hemorragias, por causa da baixa produção de plaquetas e anemia, devido à redução na produção de glóbulos vermelhos.
 
Abaixo o link de nosso manual de terapia medicamentosa, no qual listamos os efeitos colaterais e dicas para prevenir ou tratar, assim como dicas de nutrição para os principais efeitos adversos.

Manual de terapia medicamentosa   

O que perguntar a seu médico sobre o mieloma múltiplo

Converse com seu médico sobre a doença e questione como ele planeja trata-la. Isto ajudará saber mais sobre o mieloma múltiplo e seu o tratamento, a ficar envolvido e tomar decisões. Evite navegar na Internet e acreditar em tudo que circula na rede. Foque sua pesquisa sempre em sites confiáveis. Ver os links em referências.

Abaixo, listamos algumas perguntas que podem ser feitas ao especialista:

1 - Qual é o tipo de câncer que eu tenho?
2 - Quais são as opções de tratamento?
3 - Por quanto tempo será administrado?
4 - Quais são os riscos ou efeitos colaterais que eu deveria esperar?
5- Existem tratamentos para os efeitos colaterais?
6 - Qual a necessidade de uma internação?
7 - Qual o impacto na minha qualidade de vida?
8 - Há alguma alteração física na aparência?
9 - Será necessário um tratamento de manutenção?
10 - Quando posso voltar ao trabalho ou outras atividades após o tratamento?
11- Por quanto tempo serei acompanhado após o tratamento?
12 - Quais as chances de atingir a remissão completa ou parcial?
13 - Quanto tempo a remissão pode durar?
14 - No caso de uma recaída, quais seriam as opções?
15 - Quais as expectativas para a diminuição dos sintomas?
16 - Qual a expectativa de vida das pessoas que receberam o tratamento?

 

 

 

 

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